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Ao lado da família, Arianne Cândido vota com fé e esperança no resultado das urnas

Candidata compareceu ao local de votação acompanhada do esposo e dos três filhos e destaca expectativa para o resultado das urnas

A candidata a deputada estadual Arianne Cândido (União Brasil) votou na manhã deste domingo no Colégio Integrado de Educação Moderna (CIEM), em Goiânia. Ela chegou ao local acompanhada do esposo e dos três filhos, que estiveram ao seu lado neste momento decisivo da campanha.

A votação ocorreu de forma tranquila. Arianne afirmou estar ansiosa com a expectativa pelo resultado das urnas, mas disse manter os pés no chão e a esperança de um resultado positivo depois da trajetória percorrida durante a campanha.

“É um momento de muita ansiedade, claro, mas também de muita esperança. Estou com os pés no chão e com muita fé de que vai dar certo. Chegar ao dia da votação ao lado da minha família, que esteve comigo durante essa caminhada, torna esse momento ainda mais especial”, afirmou Arianne.

Após votar, a candidata destacou que agora é momento de aguardar a manifestação dos eleitores nas urnas e acompanhar a apuração.

Mais creches em Goiás ampliam oportunidades de trabalho para mulheres 

Candidato a deputado estadual defende transformação de espaços de pequenos negócios itinerantes em modelos para manter renda dentro do bairro e da cidade

Mais que espaços tradicionais de circulação de mercadorias, as feiras livres se constituíram em verdadeiros nichos de empreendedorismo em Goiânia. De acordo com dados da Prefeitura de Goiânia, existem 122 feiras livres cadastradas na capital.  Já a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) calcula em cerca de 200 o número de iniciativas. A maior delas, a Feira Hippie, impressiona pelas dimensões: de acordo com sua Associação de Feirantes, a iniciativa conta com 6.884 proprietários de barracas, que movimentam um total de R$ 15 milhões por mês.

Já em Aparecida de Goiânia, os dados da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano do município dão conta da existência de 69 feiras livres na cidade e em mais de 5 mil o número de barracas ativas. Em Senador Canedo, o representante da Associação de Feirantes do município afirmou existirem 700 indivíduos atuando nesse tipo de atividade comercial. 

Para o candidato a deputado estadual Felipe Mabel (Podemos), as feiras livres possuem um papel contemporâneo de vital importância para a economia dos municípios. O candidato se destaca no cenário da disputa eleitoral deste ano por fazer do apoio ao empreendedorismo sua principal bandeira de campanha. “Em minhas viagens pelo estado, tenho percorrido constantemente as feiras livres. E posso afirmar com toda a certeza: elas são uma valiosa engrenagem de dinamismo para as economias locais dos municípios”, afirma.

O empresário defende, por isso, a adoção de programas especialmente voltados para transformar os feirantes em microempreendedores por meio de programas de formação em capacidade gestora especialmente voltados para eles. “É um ramo que tem suas regras próprias de precificação, logística, deslocamento, adaptação a intempéries, como períodos de chuva e estiagem, adaptação a fluxo de trânsito, logradouros preferenciais. Todos esses aspectos pedem políticas públicas e iniciativas na forma de projetos de leis”, salienta. 

Mabel defende, ainda, a ampliação das feiras livres, já amadurecidas em espaços de modelos de pequenos negócios, para outras cidades goianas. “A Região Metropolitana já nos ofereceu o modelo, que ela desenvolveu espontaneamente. Nelas, depois de comprar seu produto artesanal ou seus legumes produzidos localmente, você toma seu chope gelado e experimenta aquele petisco que só naquela feira você encontra. É toda uma cadeia de geração de renda que precisa de apoio para se desenvolver e gerar prosperidade. É uma aula de como desenvolver uma economia local, mantendo a geração de renda dentro da própria cidade”, conclui.

Violência contra crianças: a importância de protocolos que podem salvar vidas 

Para candidata a deputada estadual dedicada ao tema, estar atento a uma série de comportamentos e fazer as perguntas certas pode ser verdadeiro ato de salvamento

Quando considerada de forma mais ampla, a violência doméstica contra crianças e adolescentes em Goiás exibe números preocupantes. De acordo os dados consolidados mais recentes da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), os casos que envolvem agressão sexual, maus tratos, lesão corporal e violência psicológica contra crianças chegaram a 21 mil ocorrências 2024. Nesse contexto, perceber os sinais de violência que ocorreu dentro de casa é necessário, mas difícil. 

Em vista desse quadro, os órgãos públicos mais diretamente ligados ao encaminhamento do tema prevêem uma série de orientações destinadas a identificar indícios fortes de violência cometida contra crianças e adolescentes em casa. De acordo com a jornalista e candidata a deputada estadual Arianne Cândido (União Brasil), há uma série de procedimentos indicados pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) para identificar, averiguar inicialmente e procurar os órgãos adequados para o encaminhamento adequado dos casos. 

“Nos seus canais oficiais, o MDHC indica vários aspectos que podem ser verificados para averiguar se uma criança ou adolescente está sendo submetido a violência dentro de casa (ver box). O mais importante nessa fase é nunca considerar um elemento de suspeita isolado. Quando uma criança é agredida, vários dos padrões identificados nos estudos existentes aparecem juntos, formando um padrão”, explica Cândido. 

Alerta acendido, chega o momento de perguntar à criança ou ao adolescente o que aconteceu. Para esse momento, o MDHC possui um documento pronto e acessível: o Guia da Escuta Especializada (ver box): uma espécie de compilação de técnicas de escuta ativa e exercício de validação empática semelhante aos procedimentos aplicados pelos mediadores e conciliadores, junto ao cuidado para prevenir a revitimização. “O mais importante é que não é preciso ter certeza absoluta de que a violência doméstica ocorreu para se buscar ajuda”, salienta Arianne. 

Outro aspecto relevante no momento da escuta é evitar perguntas excessivamente específicas como forma de se evitar o enviesamento. “Em vez de questionar: ‘Sua mãe ou pai bateu em você?’ é preferível perguntar: ‘Você quer me contar o que aconteceu?’”, ressalta a candidata. A jornalista acrescenta a importância de validar o que a criança ou adolescente diz. “É importante sempre agradecer, mostrar para a criança ou adolescente que a contribuição dela é muito valiosa, e que acreditamos nela”, informa. 

Vencida essa etapa, é a hora de buscar os órgãos, instituições e serviços que vão viabilizar formalmente a denúncia. Arianne informa a existência de diversos meios, que não precisam ser sucessivos, ou seja: podem ser acionados aleatória e independentemente. Os mais comuns e de mais fácil acesso são o Disque 100, do MDHC, que também tem um número de whatsapp para denúncias (61 9 9961-0100), o Conselho Tutelar, unidades de saúde e as forças policiais, tanto a Militar quanto a Civil. “No caso da Polícia Civil, não precisa ser uma unidade especializada em crimes contra a criança e o adolescente”, comenta. 

Para Arianne, saber o que fazer no momento de se verificar a ocorrência de abusos contra crianças e adolescentes no próprio lar das vítimas pode ser a diferença entre o salvamento de uma vida ou a continuidade de um trauma. “Estar atento aos indícios que podem surgir é muito precioso, porque esse tipo de crime é muito difícil de identificar. Afinal, a família é o círculo onde esse tipo de ato é menos esperado. A família é, na maioria dos casos, o espaço de convivência mais seguro do indivíduo. E quando ela falha é devastador”, conclui. 

BOX

Traços comportamentais que indicam se uma criança é vítima de violência:

– Mudança brusca de comportamento;

– Medo excessivo de determinadas pessoas ou determinados lugares;

– Isolamento;

– Queda de rendimento escolar;

– Alterações no sono ou na alimentação;

– Comportamento sexualizado, incompatível com a idade;

– Ansiedade, tristeza e/ou agressividade;

– Hematomas, queimaduras e/ou secreções.

(Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania – MDHC)

Como conversar de forma adequada com a criança ou o adolescente?

– Narrativa livre (deixe a criança ou adolescente falar à vontade);

– Faça perguntas abertas (sem mencionar nomes ou situações específicas);

– Procure não interromper;

– Permita as manifestações espontâneas;

– Prevenção da revitimização.

(Fonte: Guia de Escuta Especializada do MDHC)

Falta de rede de apoio ameaça permanência de mães adolescentes na escola 

Para candidata a vaga na Alego, mães menores de idade precisam de profissionais especializados na rede pública de ensino para não comprometerem seu futuro

Goiás é um dos estados brasileiros com o maior percentual de filhos de mães menores de idade do Brasil. De acordo com números do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), 10,7% dos bebês nascidos em 2025 têm mães menores de 18 anos. Ainda segundo o mesmo levantamento, foram 330 o número de recém-nascidos filhos de mães entre os 10 e os 14 anos. 

Esses números exercem impacto direto na vida dessas dezenas de milhares de jovens. Para a jornalista e candidata a deputada estadual Arianne Cândido (União Brasil), o principal fator negativo, e aquele que mais compromete o futuro das jovens, é a evasão escolar. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Contínua) referentes a 2023, mais de 23% das mães menores de 18 anos abandonavam a escola devido a fatores diretamente relacionados com a gravidez, gestação e/ou parto. 

Os fatores perpassam todas as fases que envolvem a gravidez na adolescência. Antes do nascimento envolvem rotina de consultas e mudanças físicas que resultam, por exemplo, em cansaço excessivo, com perda de conteúdo na escola e dificuldades de acompanhamento da turma. Após o parto, envolvem os cuidados com o bebê e passam pela falta de creches ou redes de apoio inadequadas. A redução de tempo disponível para estudo é a consequência mais comum nessa fase. 

“Qualquer política pública que se ocupe desse cenário deve levar em conta a necessidade de uma rede de apoio que realmente funcione. Se estivermos falando no curto prazo, então, nem o Poder Público nem a sociedade podem ficar esperando a redução do déficit de creches em Goiás, que é de mais de 36%”, avalia Arianne. 

Para a candidata, a melhor rede de apoio que pode surgir no curto prazo deve reunir esforços da escola, em consonância com familiares e responsáveis. Arianne sugere um profissional especializado na rede pública de educação, cujos cuidados seriam o de monitoramento preventivo de evasão escolar de mães menores. 

“Esse profissional da área educacional vai monitorar faltas, rendimento, identificar os sinais de abandono escolar antes que ele aconteça de fato, negociar reposição de atividades e funcionar como uma ponte entre a escola e a rede de assistência social, de um lado, e da área de saúde pública, de outro”, explica Cândido. 

Para a candidata, esses cuidados no âmbito da rede pública de educação tem de estar acompanhado por um plano individual de permanência escolar. “Tem de haver uma conciliação. De um lado, você tem os procedimentos de saúde pré-natal, as consultas programadas e os cuidados especiais de nutrição. De outro, existem os ajustes temporários de frequência nas escolas, a adaptação das atividades curriculares e a recuperação de conteúdos se houver necessidade, tudo com o uso possível da modalidade EAD. Tudo tem que estar submetido a um objetivo fundamental: o retorno planejado à escola após a gestação”, comenta. 

Por fim, Arianne ressalta a necessidade de o apoio familiar se fazer presente. “A rede familiar deve estar formalizada. Tem de haver um verdadeiro pacto entre a mãe menor, os pais ou responsáveis e a rotina que viabilizará o tempo disponível para estudo”, explica Arianne. “Tudo deve estar previamente acordado: horários, calendários, período de avaliações. Quanto menos surpresa, melhor”, afirma. 

Para Cândido, esse caráter de prévio planejamento evita que pais ou responsáveis venham a reforçar mecanismos psicológicos que costumam fortalecer a decisão de abandonar os estudos. “Medo, culpa, estigma e baixa autoestima fazem da escola um luxo para essa mãe menor em algum momento das dificuldades envolvidas. Uma coisa é preciso deixar clara: escola não é luxo. É necessidade básica, quase tão vital quanto comer”, enfatiza.

Centros de apoio a crianças vítimas de abuso têm baixo impacto orçamentário

De acordo com candidata a deputada estadual que defende implantação dos CRAIs em Goiás, maior parte dos gastos correntes já se encontra precificada na despesa orçamentária anual do Poder Público

No sistema de processo e julgamento dos crimes de violência sexual cometidos contra crianças e adolescentes, um dos aspectos mais penosos é o da revitimização: ter que repetir seu relato dos fatos nas várias fases da investiação desse tipo de delito, a criança ou jovem revive o trauma. Uma resposta institucional destinada a evitar essa nova violência praticada contra vulneráveis que sofrem esse tipo de agressão veio no início dos anos 2000, na forma dos Centros de Referência em Apoio Infantojuvenil (CRAI). 

Criado em 2002 no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, o CRAI do município realiza, em média, 1.500 atendimentos anuais. Os resultados positivos obtidos pelo serviço chamaram a atenção em Goiás. A ponto de a jornalista Arianne Cândido, candidata a deputada estadual pelo União Brasil, ter feito da implantação de unidades do CRAI sua principal bandeira de campanha. 

Nos debates públicos dos quais tem participado, um dos principais questionamentos enfrentados pela postulante a uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) são os custos de implementação e manutenção. “Já temos tudo levantado. Pelo que podemos concluir a partir da avaliação dos números, os CRAIs são plenamente viáveis em Goiás”, afiança. 

Pela pesquisa realizada por Cândido, uma unidade do CRAI custa entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões para ser construída, e cerca de R$ 4 milhões anuais para ser mantida, com gastos com despesas administrativas, pessoal e equipamentos. 

A partir de um cálculo com base nos valores de referência constantes no Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), para uma área entre 800 m² e 1.200 m², o custo de construção de estrutura de órgão público em Goiás é estabelecido em aproximadamente R$ 2.008,93 milhões. “A vantagem de construir é elaborar um projeto já plenamente adaptado às necessidades específicas a que ele se destina”, explica Arianne. 

Pessoal e manutenção

Uma vez construído o prédio, os custos correntes serão aqueles que serão incorridos para manter a unidade em funcionamento. A estrutura do CRAI é concebida para abrigar equipes multidisciplinares – policiais, médicos, psicólogos, assistentes sociais -, posicionados de forma a que a criança ou adolescente produza, apenas uma vez, o acervo probatório destinado a promover a persecução penal do autor do crime. “É a chave para evitar a revitimização. A criança passa por tudo sem ter que reviver, na mente, o acontecimento traumático”, comenta Arianne. 

O empenho de despesa pública com o custeio desses recursos humanos é calculado entre R$ 250 mil e R$ 400 mil mensais: um gasto anual de cerca de R$ 4 milhões. Arianne ressalta, porém, que uma quase totalidade dessa despesa já está precificada pelo Poder Público. 

“Essa estrutura é montada com a lotação de servidores, em sua maior parte já efetivos e concursados, já incorporados aos recursos humanos do Estado. Os gastos com folha, previdência e gratificações já precisam ser provisionados nos termos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e executados de acordo com a Lei Orçamentária Anual (LOA) de qualquer forma, estando esses servidores futuramente lotados no CRAI ou não”, analisa a candidata. 

Para Arianne Cândido, a relação custo-benefício da implementação dos CRAIs em Goiás é evidente, inclusive, quando se analisam os custos econômicos. “Se formos comparar com empenhos de outras naturezas na composição da despesa pública, os CRAIs sairiam em conta, sobretudo, em vista dos benefícios que eles conseguem gerar em termos de um pouco de refrigério em um momento tão difícil, de tanta violência infelizmente sofrida pela parte da nossa população que mais precisa do nosso apoio e do nosso carinho”, finaliza.  

Candidata defende expansão de Batalhões Maria da Penha por todo o estado

Proposta requer quase 4 mil PMs engajados e custaria cerca de R$ 34 milhões mensais para cofres públicos; postulante a vaga na Alego sugere cooperação com Governo Federal para complementar esforço orçamentário

No contexto do combate à violência contra a mulher, uma das principais limitações apontadas é o ‘gargalo fiscalizatório’: a dificuldade em garantir o efetivo cumprimento das medidas protetivas previstas pela Lei Maria da Penha. Em Goiás, a resposta institucional é, desde 2020, o Batalhão Maria da Penha. Após a criação da primeira equipe em Goiânia, no ano passado foram criadas mais três unidades: na cidade de Goiás, em Rio Verde e Águas Lindas. 

A presença desse tipo de organização institucional na Segurança Pública se revelou uma necessidade de crescente urgência no contexto do estado. De acordo com o Monitoramento Nacional de Violência Contra a Mulher, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, os casos de feminicídio em Goiás explodiram em um crescimento de 113% entre 2024 e 2025. Segundo o mesmo levantamento, as tentativas desse crime cresceram 12,9% no mesmo período. 

Há uma unanimidade em torno das explicações para esses números: a principal causa apontada é o descumprimento das medidas protetivas. A conduta foi agravada em recente alteração da Lei Maria da Penha, e foi transformada em crime formal. Apesar do endurecimento na legislação, a burla dessas determinações judiciais pelos investigados aumentou 15% entre 2024 e 2025 em Goiás. 

Para a jornalista Arianne Cândido, candidata a deputada estadual pelo União Brasil, que faz da defesa dos direitos das mulheres, crianças e adolescentes sua principal bandeira de campanha, esse cenário torna a expansão dos Batalhões Maria da Penha uma necessidade inescapável. 

“Você tem crescimento de ocorrências no descumprimento das medidas protetivas, que leva a um aumento do número de tentativas, que, tragicamente, se tornam um crescimento exponencial de consumações de feminicídio. É um efeito cadeia que tem como resultado a vida das goianas”, comenta a candidata. 

Para Arianne Cândido, uma forma de exercer um combate efetivo àquela que é considerada  a limitação que está na raiz da escalada do feminicídio no estado é a criação de pelo menos um Batalhão Maria da Penha em cada um dos 22 Comandos da Polícia Militar espalhados por Goiás. 

Entretanto, a própria Arianne reconhece que as maiores questões que se levantam diante da proposta são seus custos de viabilização, tanto no que diz respeito ao quantitativo de policiais quanto em termos do esforço orçamentário, por exemplo, para encargos de folha salarial. 

De acordo com estimativas baseadas no efetivo atual da Polícia Militar em Goiás, são necessários 3.850 servidores para a implantação da proposta. Caso sejam aplicados os valores reais constantes dos subsídios, bem como na estrutura existente no total do quantitativo da PMGO (90% de praças para 10% de oficiais), a medida custaria mensalmente aos cofres públicos estaduais cerca de R$ 33,9 milhões. 

Escolha

Para Arianne Cândido, a dimensão do montante tem de ser considerada à luz dos benefícios que traria para a Segurança Pública em Goiás, estado que já obtém números expressivos no combate eficiente a outros crimes. “Também precisa ser considerado que os batalhões Maria da Penha poderiam estender suas ações para a proteção de outros grupos vulneráveis em todo o estado”, comenta. 

A candidata acrescenta que os custos de implantação de Batalhões Maria da Penha em todo o estado poderiam ser cobertos, em parte, por recursos federais. “Existe a vontade política em âmbito federal para a criação de um sistema nacional de segurança pública. Acredito que esse debate poderia evoluir, é claro, tendo-se em vista sempre a manutenção do equilíbrio do pacto federativo”, salienta. 

Arianne conclui com o argumento de que a proteção da vida das mulheres em Goiás deve se sobrepor a considerações meramente econômico-financeiras. “A escolha que temos pela frente é esta: de um lado está o bem mais precioso. De outro estão as considerações de economia orçamentária. Eu, pessoalmente, não tenho dificuldade em definir minha escolha: a vida e a proteção integral das goianas”, afirma. 

Um em cada 10 recém-nascidos goianos é filho de mãe menor

Goiás possui uma das melhores redes de apoio público a mães adolescentes do país; candidata a vaga na Alego propõe ampliação de sistema e programa para reduzir evasão escolar

Um em cada 10 bebês nascidos em Goiás é filho de mãe menor de 18 anos. O dado é do Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos (SISNAC), do Ministério da Saúde. A magnitude da estatística encontra resposta considerada adequada no estado, por meio de ampla rede de apoio patrocinada pelo Poder Público. Com o início do debate eleitoral, esse elenco de instituições tem recebido sugestões de expansão e melhoria por parte dos candidatos a cargos eletivos. 

O tema suscita debates por seu tamanho. Ainda segundo o SISNAC, Goiás tinha 9.826 crianças entre 0 a 3 anos filhos de mães menores em 2025: são 10,47% de um total de 91.124 nascidos vivos. Foram 330 nascimentos nessa faixa etária (quase um caso por dia, ou um a cada 26,5 horas), representando um aumento de 13,4% em relação a 2024. 

Para fazer face a esse desafio em termos de cobertura assistencial, Goiás é considerado um verdadeiro exemplo para o restante do país. Um dos principais programas é o Meninas de Luz, fruto da parceria entre a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e o Governo do Estado. O programa atende mães de até 21 anos com serviços nas áreas de pré-natal, suporte psicológico, cuidados com o bebê e saúde bucal. Também há doação de um kit enxoval para o bebê quando do nascimento, além de assistência pós-parto.

Outro programa goiano que abarca as genitoras menores é o Mães de Goiás, que integra o Goiás Social. Trata-se de uma política de transferência direta de renda, no valor de R$ 300 mensais para mães com filhos entre zero e 6 anos. Um terceiro programa é o Rede Nascer, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) para monitoramento da saúde materno-infantil, do início da gravidez até a criança completar 2 anos. 

Para a jornalista e candidata a deputada estadual Arianne Cândido (União Brasil), Goiás se encontra bem posicionado quando o assunto é rede de apoio às mães menores. “Elas conseguem aproveitar muitos dos excelentes programas que o estado proporciona às mães em geral”, aponta. 

Cândido pontua, entretanto, algumas ações que podem ser adotadas na esfera legislativa, via Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para que esses programas alcancem um escopo territorial mais amplo e atendam, de maneira mais eficientes, as mães menores de idade em todo o estado. 

“Uma forma de atuar seria criar marcos regulatórios e legais para a criação de polos regionais para funcionamento de todos esses programas estaduais. As prefeituras iriam ceder o espaço físico, e o estado entraria com os recursos para custeio e com pessoal necessário ao funcionamento”, explica. 

Outro ponto destacado por Arianne Cândido é a evasão escolar, a maternidade precoce é apontada pela Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílios (PNAD) como a segunda causa mais frequente de evasão escolar entre adolescentes brasileiras. “Aqui cabe a estruturação, por lei, de um programa de permanência escolar, na forma de uma plataforma de mediação escolar, com possibilidade de acompanhamento à distância, na modalidade EAD, com a presença de um tutor pedagógico”, descreve. 

A candidata afirma que a adoção dessas medidas iria aprimorar ainda mais a rede de apoio de Goiás às mães menores. “Com certeza, o estado iria consolidar sua posição como modelo de política pública sobre a maternidade infanto juvenil, com destaque para o cuidado pós-parto e ao longo da primeira infância dessa criança nascida dessa mãe precoce”, salienta. 

“Tem que respeitar a mulher que vai para a rua pedir voto”, afirma candidata impedida de subir em carreata

Arianne Cândido reporta que apoiador teria apontado o dedo em sua cara e barrado sua participação de ato político 

A candidata a deputada estadual Ariane Cândido (União Brasil) fez um desabafo em suas redes sociais na manhã deste sábado (29), durante carreata realizada em apoio a correligionários de legenda. De acordo com live divulgada pela própria postulante a uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), ela teria sido desrespeitada por um homem ao tentar subir em um caminhão destinado a conduzir apenas candidatos. 

“No momento em que eu fui me preparar para subir, um senhor avisou que o caminhão era só para candidatos. Eu me identifiquei como candidata. Havia uma multidão atrás de nós, o que me projetou para frente no momento em que eu me preparava para subir. Nesse momento esse senhor apontou o dedo na minha cara e se dirigiu a mim de forma desrespeitosa”, relata Arianne. 

A candidata reagiu à tentativa de intimidação, e exigiu respeito. “A mulher está na rua pedindo voto só para eleger vocês? É só para isso?”, perguntou para o apoiador. Cândido ressalta que seu objetivo não é se vitimizar. “Estou apenas manifestando minha indignação com uma situação que se repete sempre contra candidatas mulheres”, afirma. 

De acordo com dados do Grupo de Trabalho de Prevenção e Combate à Violência Política de Gênero, do Ministério Público, desde 2021 foram identificados 300 casos de violência política de gênero contra mulheres. Em 2024, foram registradas 11 ocorrências apenas no primeiro turno do pleito eleitoral.

Cândido relata ainda que, após insistência de correligionárias e diante do pedido de desculpas do apoiador que tentou impedi-la de participar do evento, ela concordou em subir no caminhão para realizar a carreata. “Mas, daquele momento em diante, para mim a essência do evento tinha se perdido”, comenta. 

“Você enfrenta muitas dificuldades, falta de estrutura de campanha contra gente que gasta milhões. É inaceitável enfrentar humilhação de quem deveria estar valorizando o trabalho que está sendo feito”, desabafou Arianne. A candidata afirma ainda ter tomado uma decisão quanto à continuidade de sua participação em carreatas. “Nesses caminhõezinhos aí vocês não vão mais me ver pedindo voto”, comunicou. 

“Vou falar com cada um de vocês. Vou pedir o voto olhando no olho de cada um, coisa que muito candidato não tem disposição para fazer, porque é preciso ter uma vida limpa”, ressaltou. Arianne informou ainda não saber a identidade do indivíduo que a desrespeitou.  

Aconteceu o aliciamento infantil: e agora?

Candidata a Alego que defende direitos de crianças abusadas explica os procedimentos necessários para punir criminosos e destaca importância de acervo de provas de qualidade na hora de procurar Justiça

O aliciamento digital de crianças e adolescentes, mais conhecido nos dias de hoje por sua denominação em inglês, grooming, é uma realidade tão desconfortável quanto incontornável. De acordo com o relatório Disrupting Harm in Brazil: Enfrentando a Violência Sexual Contra Crianças Facilitada pela Tecnologia, publicado em março deste ano pelo Unicef, 3 milhões de crianças e adolescentes brasileiros consideram que sofreram alguma forma de aliciamento que resultou, em níveis variados, em algum tipo de exploração sexual. 

A pergunta imediata é: uma vez que tenha sido constatado que a criança foi ou é vítima de grooming, o que fazer? Como proceder para identificar o autor? Que instituições procurar para que esse perpetrador responda por seus atos? Como esses procedimentos precisam ser feitos para que, ao final, realmente tenham o potencial de promover uma justiça definitiva. 

A jornalista Arianne Cândido, que se notabilizou no noticiário goiano pela cobertura policial e atualmente é candidata a uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) pelo União Brasil, destaca a existência de uma série de atos bem definidos os quais, se bem executados, podem conduzir a um combate eficiente contra a prática criminosa. 

A jornalista afirma que, no início, a prioridade deve ser a preservação máxima do acervo de provas. “Não pode apagar nada. O pai ou responsável precisa printar tudo, e sem recortes. O print precisa conter a maior quantidade de dados possível: nomes, telefones. Também é preciso ter o cuidado de registrar o contexto. Os prints precisam contar a história do aliciamento”, explica. 

Outro cuidado que Arianne salienta na hora de produzir a cadeia probatória é a armazenagem de mídias originais (áudios, vídeos). “Um detalhe importante é a armazenagem. Nunca deixe em um suporte só. Tem que abrir um perfil em nuvem protetiva, comprar um pendrive. O importante é ter um acervo pronto para ser entregue e custodiado pelas autoridades”, ressalta. 

A candidata também fala sobre a possibilidade de conferir fé pública a todo esse acervo probatório. “A melhor forma de fazer isso é se dirigir a um cartório e requisitar a produção de uma ata notarial. A assinatura do tabelião vai comprovar, diante de qualquer juiz, que as provas produzidas condizem com o que foi originalmente apresentado. Isso é valioso porque os criminosos costumam apagar seus rastros”, pontua. 

Arianne informa que a partir desse ponto tem início a fase institucional. É a fase do Inquérito Policial (IP).“É a hora de procurar a polícia investigativa e entregar a eles as provas. É por isso que é importante tomar cuidado na produção da prova. Quanto mais fácil for o trabalho dos investigadores, mais rápido a Justiça funciona”, comenta. 

Arianne afirma que, em Goiânia, duas unidades da Polícia Civil reúnem competência especializada para investigar o grooming: a Delegacia Estadual de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC). No interior, as Delegacias Estaduais da Mulher (DEAMs) podem ser procuradas. “Elas costumam acumular investigações de crimes contra grupos vulneráveis”, informa a jornalista. 

Fase judicial

A candidata explica que, em seguida, tem início a fase judicial. “Se o IP tiver sido concluído com autoria definida e com indiciamento, ou seja, se o delegado concluir que existe um crime e um autor, ele envia o IP para o promotor público, que representa o Ministério Público (MP). Se as investigações estiverem consistentes, o promotor oferece a denúncia acusando o autor do crime”, observa.

Oferecida a denúncia pelo Ministério Público, tem início a fase judicial. “É quando o juiz vai conhecer os argumentos da acusação, pelo MP, e da defesa, pelos advogados do acusado. No final o juiz decide pela inocência ou culpa do autor. Se ele for considerado culpado, é condenado”, comenta Arianne. 

No centro de tudo, para a jornalista, está a qualidade das provas. “Para fazer justiça, os pais ou responsáveis pela vítima de aliciamento digital precisam manter a cabeça no lugar e procurar organizar tudo o que eles têm e que pode ser usado contra o criminoso. Se isso não for feito, é como um castelo de cartas: tudo desmorona sem muito esforço. Fazer justiça nos casos de grooming é, acima de tudo, agir com inteligência”, declara.

Mães solo: a realidade invisível dos lares goianos

Em Goiás, mais da metade dessas famílias são chefiadas por mulheres sem qualquer rede de apoio; candidata a deputada estadual defende maior ativismo estatal na criação de sistema público de assistência.